A Reportagem da Casa e Jardim discute a linguagem arquitetônica “Raio que o Parte” presente na cidade de Belém e as questão patrimoniais que as permeiam. A arquitetura popular de Belém, marcada por fachadas de azulejos quebrados em padrões geométricos, ganha destaque nas ruas da capital paraense como parte de um movimento historicamente negligenciado o “Raio-que-o-parta”. Segundo a arquiteta Cybelle Salvador Miranda, coordenadora do Laboratório da Memória e Patrimônio Cultural (LAMEMO/UFPA), esses mosaicos de azulejos não são apenas ornamentação: eles simbolizam “uma assimilação popular do modernismo” no Pará. De origem pejorativa, o nome “Raio-que-o-parta” foi resgatado por Cybelle e pelo arquiteto Ronaldo Marques de Carvalho em 2009 para batizar esse estilo arquitetônico como parte legítima do patrimônio local. No livro “Raio que o Parta: Uma arquitetura marcante no Pará”, fruto de mais de uma década de pesquisa, ela discute a importância de preservar essas casas que, segundo a pesquisadora, são “testemunhos da criatividade e da memória popular. Miranda também alerta para os riscos: muitas casas estão em mãos privadas, e os moradores nem sempre têm recursos ou orientação para conservar os mosaicos originais. Para enfrentar esse desafio, o LAMEMO desenvolve ações de educação patrimonial, como mapeamentos e oficinas, além de um material didático com orientações de manutenção.
Link para acessar a reportagem: Raio-que-o-parta: os mosaicos coloridos que são referência arquitetônica no Pará
outras publicações do LAMEMO sobre a Linguagem Raio que o Parte.
Link para o acesso do livro “Raio que o Parta: Uma arquitetura marcante no Pará”: Livro Raio que o Parta: Uma arquitetura marcante no Pará
Link para a cartilha “Raio Que O Parta em Diálogo”: Cartilha Raio que O Para em Diálogo
Link para a dissertação de mestrado da prof.ª Laura da Costa: Raio que o parta! Assimilações do Modernismo nos anos 50 e 60 do século XX e seu apagamento em Belém (PA)



